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Existe o Inferno de Fogo?

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Existe o Inferno de Fogo?
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Estudo enviado por Oliveira.Rildo de Souza (BR-Paulista Seguros)

Se os ímpios estão inconscientes na morte, como harmonizar esta crença com
as seguintes passagens:

* Marcos 9:46;
* Apocalipse 20:10;
* Apocalipse 14:11;
* Analisando estas passagens juntamente com a de Salomão
escrita em Eclesiastes 9:5, onde diz que "os mortos não sabem coisa
nenhuma", será que ele não se enganou?

A doutrina da existência de um 'inferno de fogo' tem despertado e atenção
dos homens de todos os séculos. Pensadores têm rejeitado o cristianismo por
causa de tal doutrina; jovens têm abandonado a crença em Deus, pois pensam:
"Não posso crer em um Deus que para demonstrar sua justiça tenha de
atormentar no fogo a alma de uma pessoa eternamente; Ele não existe...".
Muitos têm saído das fileiras do cristianismo por causa deste assunto. Isto
poderia ser evitado, caso fosse feito um estudo sincero, honesto e fiel ás
regras de interpretação do verso Bíblico e ao contexto das Escrituras.

O presente estudo irá analisar o que é o inferno de acordo com o ensino
Bíblico; qual o correto significado de alguns dos textos Bíblicos que
mencionam a palavra 'inferno'; o inferno de fogo existe hoje ou existirá em
um futuro? Por quanto tempo?

Antes disso, é importante salientar o que a Bíblia ensina sobre o estado do
homem na morte:

A Bíblia diz que Jesus Cristo criou todas as coisas com Deus o Pai, e que
Ele existe desde a eternidade. "Ele é a imagem do Deus invisível o
primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas,
nos céus e sobre terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam
soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio Dele
e para Ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. (todos
vivem por meio Dele, pois é Jesus quem dá vida e respiração a todas as
criaturas do universo -Colossenses 1:15-17) (Leia Miquéias 5:2; João
1:1-3-conf. Apocalipse 19:13; João 17:5; Romanos 9:5; Filipenses 2:5-11;
Colossenses 2:8-10; Tito 2:13; Hebreus 1:6-12; I João 5:20, etc.)".

Pelo fato de Jesus ter ajudado a Deus, o Pai, e também o Espírito Santo, a
criar todas as coisas, é muito óbvio que Ele saiba melhor que qualquer um
como é a morte. Vejamos o que Jesus diz sobre a morte:

"Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo lázaro adormeceu, mas vou
para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme,
estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito á morte de Lázaro; mas eles
supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse
claramente: Lázaro morreu..." (João 11:11-14- grifo nosso).

Depois de ficar doente, Lázaro morreu. E o que Jesus disse a respeito da
morte de Lázaro? Disse que ele estava dormindo! Não devemos duvidar do
Senhor. Ele sabe melhor que nós qual é o estado do homem na morte. A Bíblia
compara a morte a um sono em aproximadamente 53 versos diferentes.

O Antigo Testamento, que também teve sua inspiração do Espírito Santo (II
Timóteo 3:16), também declara que, quando um a pessoa morre, ela está em
total inconsciência. Veja: "Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os
mortos não sabem "coisa nenhuma", nem tampouco terão eles recompensa, pois
sua memória está entregue ao esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já
pereceram: para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz
debaixo do sol." (Eclesiastes 9:5,6- leia também Salmo 6:5;Salmo115:17;Salmo
146:3,4;Isaías 38: 18,19).

O próprio Jesus disse que a ressurreição será no último dia, quando ele
voltar (João 6:40). Mas como harmonizar estes versos com aqueles que
mencionam o "tormento eterno?".

Primeiramente temos de entender que a Bíblia foi inspirada pelo Espírito
Santo. (II Pedro 1:20, 21).

Sendo que o Espírito Santo é perfeito, ele não vai se contradizer; não irá
dizer em uma parte da Bíblia que na morte a pessoa está em total
inconsciência e em outra afirmar que os ímpios sofrerão eternamente na
segunda morte.

Portanto, se há uma aparente contradição não é culpa de Deus, mas sim nossa,
pois somos limitados por causa do pecado. Outro fator que leva-nos a
encontrar "contradições" na Bíblia é o fato de não a estudarmos
profundamente. É o que pretendemos fazer agora, analisando estes versos em
seu contexto e verdadeiro significado:

Para entendermos melhor sobre o assunto, temos de analisar alguns pontos:

1o) Quais as palavras hebraicas e gregas que foram impropriamente traduzidas
por inferno;
2o) Que significam estas palavras na língua original;
3o) Analisar as dificuldades em bem traduzi-las.

"A doutrina de um inferno para tormento eterno é de origem pagã, foi aceita
pela igreja dominante, nos séculos escuros da Idade Média, para intimidar os
pagãos a aceitar as crenças católicas".

Vamos fazer uma análise das palavras traduzidas por inferno. Partes deste
estudo foi tirado do livro de Pedro Apolinário, "Explicação de textos
difíceis da Bíblia", págs. 135 a 142:

Análise das palavras erradamente traduzidas por inferno:

Sheol

Este vocábulo aparece 62 vezes no Novo Testamento.

Sheol era o lugar para onde iam os mortos, por isso é sinônimo de sepultura,
ou lugar de silêncio dos mortos.

Sheol nunca teve em hebraico a idéia de lugar de suplício parta os mortos.

Sendo difícil traduzi-los porque nenhuma palavra em português dá a exata
idéia do significado original, o melhor é mantê-la transliterada como fazem
muitas traduções. A tradução brasileira não a traduz nenhuma vez.

Experimente traduzir sheol por inferno nestas duas passagens: Gênesis 42:38
e Jonas 2:1-2.

Hades

É usada apenas 10 vezes no Novo Testamento: Mateus 11:23; 16:18; Lucas
16:23; Atos 2: 27,31; Apocalipse 1:18; 6:8; 20:13,14 (I Cor. 15:55).

Sobre o emprego desta palavra em I Cor. 15:55, Edílson Valiante numa
Monografia sobre a palavra Hades, pág. 27 (1978), declarou:

"A passagem de Paulo de I Cor. 15:55 apresenta um problema de crítica
textual. Na leitura feita na Septuaginta, encontramos também neste verso a
palavra Hades, no vocativo. As traduções mais antigas da Bíblia, antes das
descobertas do século XIX para cá, traziam a palavra "inferno" como sendo
tradução de hades".

"Com estudos feitos na área da crítica textual, valendo-se das
importantíssimas descobertas de Tishendorf, verificou-se que a palavra usada
não era Hades, mas a palavra yanatov (morte). Este estudo foi baseado nos
mais fidedignos manuscritos descobertos até hoje".

"Com tudo isto ficou claro que Paulo não usou nenhuma vez termo hades em
seus escritos, provavelmente para não confundir com os conceitos deturpados
do hades que existiam em sua época. Outra razão é dada por Edwards, dizendo
que Paulo, escrevendo em grego, procurava fugir do mau agouro que
acompanhava a palavra e causava terror ao povo; cota Platão a para reafirmar
sua idéia: "O povo em geral usava a palavra Pluto como eufemismo do hades,
com seus temores de levá-los para as partes errôneas do invisível". É certo,
também que Paulo não usou nenhuma vez a expressão Pluto, mas subentendendo o
conceitualismo Bíblico, em Romanos 10:7 usa o termo abismo".

Edílson Conclui sua ponderações declarando: Além de todas essas razões,
Nichol, em seu Answers to Objections diz:

"Nós concluímos que também em I Cor. 15:55, onde a palavra sepultura é uma
tradução de Hades, e descreve que sobre o tal os justos serão finalmente
vitoriosos na ressurreição. Incidentalmente, I Cor. 15:55 é uma citação do
Velho Testamento (Oséias 13:14), onde encontramos a palavra sheol aplicada".
- F. Nichol. Answers to Objections, pág. 366.

Nas melhores traduções da Bíblia, inclusive na versão de Almeida Revista e
atualizada, o termo inferno já foi substituído por morte.
A palavra "Hades" no Novo Testamento corresponde exatamente á palavra
"Sheol" do Velho Testamento. No Salmo 16:10 Davi disse: "Pois não deixarás a
minha alma no Sheol...".

Pedro usando esta passagem profética do Velho Testamento afirmou em Atos
2:27: "Porque não deixará a minha lama no hades...".

Outra prova da sua exata correspondência se encontra na tradução da
Septuaginta, pois das 62 vezes que Sheol é usada no Velho Testamento, 61
vezes foi traduzida por hades.

Origem da palavra Hades

Provém do prefixo a - alfa grego com a idéia de negação, privação e do verbo
idein = ver, significando então: o que não é visto, lugar de onde não se vê,
por isso é sinônimo de sepultura, habitação dos mortos.

Os gregos dividiam o Hades em duas partes, (posteriormente falavam até em
quatro): o Elysium - a habitação dos vitoriosos e o Tártarus - a habitação
dos ímpios.

Esta idéia de divisões e subdivisões do Hades é totalmente pagã sem nenhum
apoio Bíblico.

Geena

Palavra hebraica transliterada para o grego geena, que se encontra nas
seguintes 12 passagens: Mateus 5: 22, 29, 30; 10:28; 18:9; 23:15, 33; Marcos
9:43, 45, 47; Lucas 12:2; Tiago 3:6.

Geena vem do vocábulo hebraico Ge Hinom ou Gé Ben Hinom - Vale de Hinom ou
Vale do filho de Hinom. Nesse vale havia uma elevação denominada Tofete,
onde ímpios queimavam seus próprios filhos.

Este vale se situava a sudoeste de Jerusalém; neste local, antes da
conquista de Canaã pelos filhos de Israel, cananitas ofereciam sacrifícios
humanos ao deus Moloque.

Terminados os sacrifícios humanos, este local ficou reservado para depósito
do lixo proveniente da cidade de Jerusalém. Juntamente com o lixo vinham
cadáveres de mendigos encontrados mortos na rua ou de criminosos e ladrões
mortos quando cometiam delito. Estes corpos, ás vezes, eram atirados onde
não havia fogo, aparecendo os vermes que lhes devoravam as entranhas num
espetáculo dantesco e aterrador. É a este quadro que Isaías se refere no
Capítulo 66 verso 24.

Por estas circunstâncias, este vale se tornou desprezível e amaldiçoado
pelos judeus e símbolo de terror, da abominação e do asco e mencionado por
Jesus com estas características. Ser atirado á Geena aos a morte, era
sinônimo e desprezo ao morto, abandonado pelos familiares, não merecendo ao
menos uma cova rasa, estando condenado á destruição eterna do fogo.

O vale de Hinom era um crematório das sujidades da cidade de Jerusalém.

O fogo ardia constantemente neste sítio e com o objetivo de avivar as chamas
e tornar mais eficaz a sua força lançavam ali enxofre.. Devido a estas
circunstâncias, Jesus com muita propriedade usou este vale para ilustrar o
que seria no fim do mundo a destruição dos ímpios, sendo queimados na Geena
universal.

Tártaro

A palavra grega "Tártaro" ocorre somente uma vez no Novo Testamento.
Encontra-se em II Pedro 2:4 e diz o seguinte:

"Ora, se Deus não poupou a anjos quando pecaram, antes precipitando-os no
inferno (Tártaro no original) os entregou a abismos de trevas, reservando-os
para o Juízo".

A palavra tártaro, usada por Pedro se assemelha muito á palavra "Tartarus",
usada na etimologia grega, com nome de um escuro abismo ou prisão; porém, a
palavra tártaro, parece referi-se melhor a um ato do que a um julgar. A
queda dos anjos que pecaram foi do posto de honra e dignidade á desonra e
condenação; portanto, a idéia parece ser: Deus não poupou aos anjos que
pecaram, mas os rebaixou e os entregou a cadeias de trevas. Não existe
nenhuma idéia de fogo ou tormento nesta palavra, ela simplesmente declara
que estes anjos estão reservados para julgamento futuro.

Os problemas relacionados com a palavra inferno se desfazem como bolhas de
sabão, quando conhecemos bem o significado etimológico dos termos sheol,
hades, geena e tártaro, que jamais poderiam ser traduzidos pela nossa
palavra inferno por ter uma conotação totalmente diferente do que é expresso
por aqueles vocábulos.

A palavra inferno foi usada pelos tradutores por influências pagãs e por
preconceitos enraizados na mente de muitos, mas totalmente estranhos ao
texto sagrado.

De acordo com a Bíblia todos os que morrem, quer sejam bons, quer sejam maus
descem á sepultura, ao lugar de esquecimento e ali esperam até o dia da
ressurreição quando então receberão a recompensa. (Apocalipse 22:14).

Muitas das traduções modernas da Bíblia, mais fiéis aos originais hebraico e
grego, preferem manter estas palavras transliteradas, por expressarem melhor
o que o que elas significam.

As palavras Sheol em hebraico e Hades em grego eram usadas para sepultura,
não trazendo nenhum sentido de sofrimento e castigo eterno.

Geena apenas figurativamente foi usada por Jesus como um símbolo das chamas
destruidoras dos últimos dias por causa do envolvimento da palavra nos
acontecimentos anteriormente descritos.

Vejamos agora as passagens que nos perguntou:

* Marcos 9:47 e 48:

"E, se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o; é melhor
entrares no reino de Deus com um só dos teus olhos do que, tendo os dois
seres lançado no inferno, onde não lhes morre o verme, nem o fogo se
apaga".(RA).

Neste verso, Jesus está citando um verso de Isaías, capítulo 66 verso 24.
Portanto, é necessário que usemos também este verso de Isaías para
entendermos o que está escrito em Marcos.

Vejamos:

"Eles sairão e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra
mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e eles
serão um horror para toda a carne". (Isaías 66:24 RA).

* Esta passagem fala em "Cadáveres", não em pessoas gritando;
* É preciso muita imaginação para supor que este verme não
morre, e ainda no fogo!

Notou que o verso diz que o verme não morre? Será que este verme é imortal?

Mas e então o que significa a passagem?

Como vimos anteriormente no estudo do professor Pedro Apolinário, a palavra
grega utilizada por Jesus nesta passagem é "Geena" vem de um vocábulo
hebraico que se refere ao "Vale de Hinom", onde eram queimados pessoas
mortas (vivas em sacrifícios oferecidos pelos pagãos) e o lixo que vinha da
cidade de Jerusalém.

Jesus utilizou esta palavra apenas figurativamente como um símbolo das
chamas destruidoras dos últimos dias no julgamento e punição dos ímpios.
Sendo que os discípulos sabiam que no vale de Hinom as pessoas eram
queimadas totalmente, Jesus usou esta palavra para que eles pudessem
compreender melhor a forma com que os ímpios serão destruídos.

Assim como o fogo do Vale de Hinom "nunca se apagava" por que era
constantemente aceso enquanto não terminasse de queimar totalmente, assim o
fogo que não se apaga no dia do Juízo não se apagará enquanto não consumir
toda a pessoa.

O sentido desta passagem de Marcos é: Completa e definitiva destruição.

Em Jeremias temos um maior esclarecimento do que significa, no contexto
hebraico, a expressão "fogo que não se apaga".

"Mas, se não me ouvirdes, e, por isso, não santificardes o dia de
sábado, e carregardes alguma carga, quando entrardes pelas portas de
Jerusalém no dia de sábado, então, acenderei fogo nas suas portas, o qual
consumirá os palácios de Jerusalém e não se apagará". (Jeremias 17:27 RA).

Percebeu? Deus falou que se o povo continuasse a profanar o Sábado, iria
acender fogo nas portas da cidade que "não se apagará". De acordo com II
Crônicas 36:19-21, esta profecia se cumpriu.

As portas da cidade estão queimando até hoje? Não!

Isto mostra de forma clara que esta expressão "fogo que não se apaga" é
simbólica, usada para descrever a eficácia da destruição.

Mas o que dizer da expressão "Choro e ranger de dentes", mencionada em
Mateus 25:30 em outros versos Bíblicos?

Jesus não diz que o "choro e ranger de dentes" são eternos.

Haverá choro e ranger de dentes por parte dos ímpios que perderão a
salvação; mas as Escrituras não afirmam que será por um tempo indeterminado.

* Apocalipse 20:10

"O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e
enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e
serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos".
(Apocalipse 20:10 RA).

Primeiramente, temos de perceber que o Apocalipse é um livro simbólico; é
linguagem Apocalíptica.

De acordo com o próprio livro, o lago de fogo e enxofre é um símbolo da
segunda morte, aquela em que não haverá mais oportunidade de ressurreição.
Veja:

"Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos
assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os
mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre,
a saber, a segunda morte". (Apocalipse 21:8 RA).

Portanto, o lago de fogo e enxofre é a segunda morte.

No sentido literal, o lago de fogo só existirá após o período dos mil anos.
Isto é muito claro nas Escrituras:

"Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de
fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo". (Apocalipse 20:14 RA).

Leia o contexto da passagem e verá que tal lago de fogo será "após o período
dos mil anos" que passaremos no céu, e não antes disto. Quando a Bíblia usa
a palavra inferno no sentido de fogo o faz referindo-se ao lago de fogo no
fim; e este lago, não será eterno.

Deve-se ressaltar também que este texto diz que a morte e o inferno serão
lançados no lago de fogo. Se tomarmos este texto como sendo literal, teremos
de admitir que a morte é alguém e que Deus irá lançar fogo dentro do fogo
(pois diz que o inferno será lançado no lago de fogo); tal seria um
disparate.

Algo que deve ser levado em conta é que a Bíblia não diz que os ímpios e o
diabo serão atormentados eternamente, mas dia e noite. É uma questão de dias
e noite e não de eternidade. O sofrimento de alguns pecadores ao queimarem
se dúvida durará um período de vários dias e noites, porque cada pessoa
ímpia será recompensada "conforme as suas obras" (Mateus 16:27). Sendo
assim, o diabo demorará mais tempo do que os outros, pois seus pecados foram
um maior proporção do que os pecados de qualquer outro; mas a Bíblia não diz
que ele será atormentado pela eternidade, pois o livro sagrado afirma:

"... os ímpios serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz
o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo...
Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos
pés, naquele dia que prepararei, diz o SENHOR dos Exércitos". (Malaquias
4:1-3 RA).

A Palavra de Deus é clara em dizer que os ímpios se farão em cinzas; alguém
que se desfez em cinza não existe mais; não pode gritar.

Neste momento pode surgir a pergunta: mas porque então em Mateus 25:46 diz:
"E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida
eterna?"(Mateus 25:46 RA).

"As palavras que se traduzem por "eterno" e "todo o sempre" não significam
necessariamente que nunca terão fim. No Novo Testamento, vem do grego aion,
ou do adjetivo aionios. É impossível forçar este radicas grego significar
sempre um período que não tem fim.

"A palavra aionios, traduzida como "eterno", "para sempre", significa
literalmente "perdurando por um século".

Comentando o texto de Filemom 15, o erudito H. G. Moule:

"O adjetivo aionios tende a marcar a duração enquanto a natureza da matéria
o permite. E no uso geral tem íntima relação com as coisas espirituais.
"Para sempre" neste verso neste texto significa permanência de restauração
tanto natural com espiritual".

Ligado, porém, a Deus significa eterno, para sempre. Também ligado á "vida"
que provém de Deus, significa uma vida de duração sem fim".

"No grego, a duração de aionios deve sempre se determinar em relação com a
natureza da pessoa ou coisa a qual se aplica. Por exemplo, no caso de
Tibério César, o adjetivo aionios descreve um período de 23 anos, desde sua
ascensão ao trono até sua morte".

"No NT a palavra aionios se emprega para descrever tanto o fim dos ímpios
como o futuro dos justos. Seguindo o princípio já enunciado de que a duração
de aionios deve determinar-se pela natureza da pessoa ou coisa a qual se
aplica, se deduz que o galardão dos justos é uma vida sem fim, enquanto que
a retribuição dos ímpios é morte que não tem fim (João 3: 16; Rom. 6: 23;
etc.). Em João 3: 16 se estabelece o contraste entre a vida eterna e
perecer. Em II Tes. 1:9 se diz que os ímpios sofrerão "pena de eterna
perdição". Esta frase não descreve um processo que seguirá para sempre senão
um ato cujos resultados serão permanentes".

"O castigo pelo pecado é infligido por meio do fogo (Mat. 18: 8; 25: 41).
Que esse fogo seja aionios", eterno", não significa que não terá fim. Isto
fica claro ao considerar Judas 7. Evidentemente, o "fogo eterno" que
destruiu a Sodoma e Gomorra ardeu por um tempo e depois se apagou. Em outras
passagens Bíblicas, se faz referência ao "fogo que nunca se apagará" (Mat.
3: 12), o qual significa que não se extingüirá até que haja queimado os
últimos vestígios do pecado e dos pecadores".

Um bom exemplo temos, como mencionado anteriormente, na passagem Bíblica de
Judas sete:

"...como Sodoma, e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que,
havendo-se entregado à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne,
são postas para exemplo do fogo eterno(pyros aionioy), sofrendo punição".
(Judas 1:7 RA).

A Bíblia diz que Sodoma e Gomorra estão postas como exemplo de fogo eterno.

Pergunto: Por acaso estas cidades ainda estão ardendo? Não, pois em II Pedro
2:6 diz que estas cidades firam "reduzidas a cinzas"!

Sodoma e gomorra não estão queimando, pois além de serem transformadas em
cinzas, hoje elas estão localizadas embaixo do Mar Morto. Água pega fogo?

O significado de aionios (e seus derivados) como uma existência infinita (no
caso de referir-se a Deus e á sua natureza, por exemplo) "não é derivada da
expressão em si, mas da com que está associada.". (neste caso, Deus).

"51 vezes no Novo Testamento, aionios se aplica à eterna alegria dos
redimidos, o que, é claro, não possui limitação de tempo. Pelo menos 70
vezes na Bíblia, essa palavra qualifica objetos de uma natureza limitada e
temporária; assim, indica apenas uma duração indeterminada. Quando lemos que
Deus é "eterno", isso é verdadeiramente eterno, como entendemos o termo.
Quando lemos que as montanhas são "perpétuas", significa que duram tanto
quanto possível durar uma montanha. A Bíblia, freqüentemente, usa aion,
aionios e seus derivados hebraicos (olam em suas várias formas) para falar
de coisas que findam. O aspergir do sangue na Páscoa era uma "ordem eterna".
(Êxodo 12:24), assim como o sacerdócio de Arão (Êxodo 29:9; 40:15; Levíticos
3:17), a herança de Calebe (Josué 14:9), o templo de Salomão (I Reis 8:12,
13); o tempo de vida de um escravo (Deuteronômio 15:17) e a lepra de Naamã
(II Reis 5:27). Essas coisas não duraram "para sempre" de acordo com nossa
concepção da palavra. Elas duram além da visão daqueles que as ouviram pela
primeira vez sendo chamadas "eternas", e depois disso nenhum tempo limite
foi estipulado. Aionios fala sobre o tempo ilimitado, dentro dos limites
determinados para aquilo que modifica".

Portanto, podemos concluir que a expressão "fogo eterno" na linguagem
Bíblica não quer dizer um período sem fim.

O fogo será eterno nas conseqüências (a pessoa nunca mais será ressuscitada)
e não na duração.

Quanto Tempo É Para Sempre?

Outro fator muito importante, e talvez o mais de todos, é o fato de que na
Bíblia a expressão "para sempre" na maioria dos casos não tem o mesmo
significado que para nossa língua portuguesa; portanto, o mais seguro é
buscarmos o significado deste termo na própria Bíblia e não em dicionários.
Eis alguns exemplos:

1o Exemplo:

"Então, o seu senhor o levará aos juízes, e o fará chegar à porta ou à
ombreira, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá
para sempre". (Êxodo 21:6 RA).

Quando Moisés deu a Israel a lei acerca da relação de um senhor para com seu
servo, ele disse que depois que o empregado tivesse a orelha furada, teria
de servira o seu senhor "para sempre". Será que isto quer dizer que nós (e o
povo de Israel) teremos escravos por toda a eternidade? De maneira nenhuma,
pois ao escravo morrer, não poderia mais servir ao seu senhor.

Neste contexto, a expressão "para sempre" significa que o servo tem de
servir ao seu dono enquanto ele viver.

2o Exemplo:

"Ana, porém, não subiu e disse a seu marido: Quando for o menino
desmamado, levá-lo-ei para ser apresentado perante o SENHOR e para lá ficar
para sempre". (I Samuel 1:22 RA).

A Bíblia diz que Ana, a mão de Samuel, levou-o ao templo para que ele
servisse "para sempre". Por acaso Samuel iria estar no templo terreno
aprendendo a ser um sacerdote para sempre? Não, pois a Bíblia diz em I
Samuel 1:28 que ele estaria lá enquanto vivesse.

3o Exemplo:

"Desci até aos fundamentos dos montes, desci até à terra, cujos
ferrolhos se correram sobre mim, para sempre; contudo, fizeste subir da
sepultura a minha vida, ó SENHOR, meu Deus!" (Jonas 2:6 RA).

Aqui Jonas está relatando o incidente que o tinha acometido: tinha sido
engolido por um grande peixe e estava na barriga dele. Mas será que ele
ficou para sempre dentro do peixe? Deixemos que a própria Bíblia nos
responda:

"Deparou o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e
esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe". (Jonas 1:17 RA).

"Então, alguns escribas e fariseus replicaram: Mestre, queremos ver
de tua parte algum sinal. Ele, porém, respondeu: Uma geração má e adúltera
pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas.
Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande
peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da
terra". (Mateus 12:38-40 RA)

O livro de Jonas diz e o próprio Senhor Jesus Cristo que Jonas esteve "três
dias e três noites" na barriga do peixe. Neste contexto, a expressão para
sempre é três dias e três noites.

4o Exemplo:

"Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para
sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve". (II Reis
5:27 RA).

Geazi foi atacado pela lepra, e o relato Bíblico diz que seria para sempre.
Isto aconteceu aproximadamente 900 anos antes de Cristo nascer. É Geazi um
leproso hoje?

O único significado razoável que "para sempre" pode ter neste caso é que
Geazi seria leproso até que a morte o tomasse.

5o Exemplo:

"... Arão foi separado para servir no Santo dos Santos, ele e seus
filhos, perpetuamente, e para queimar incenso diante do SENHOR, para o
servir e para dar a bênção em seu nome, eternamente". (I Crônicas 23:13 RA).

Quando Arão foi consagrado como sumo-sacerdote, seu dever foi logo o de
servir ao Senhor, e "dar a bênção em seu nome eternamente" (ou para sempre).


Arão morreu sobre o Monte Hor antes de os filhos de Israel entrarem na terra
de Canaã. (Números 20:28 e 29). Ele viveu 123 anos (Números 33:38 e 39).
Neste caso a expressão "eternamente" significa enquanto Arão vivesse.

6o Exemplo:

"Quando alguém vender uma casa de moradia em cidade murada, poderá
resgatá-la dentro de um ano a contar de sua venda; durante um ano, será
lícito o seu resgate. Se, passando-se-lhe um ano, não for resgatada, então,
a casa que estiver na cidade que tem muro ficará em perpetuidade (ou para
sempre) ao que a comprou, pelas suas gerações; não sairá do poder dele no
Jubileu". (Levíticos 25:29-30 RA).

Em tempos antigos não era permitido, por lei, ao comprador de uma casa
dentro de uma cidade, murada em Israel ter um título legítimo da propriedade
até decorrer um ano após ter sido feita a venda. Durante o ano o vendedor
podia apresentar o valor de compra ao comprador e requerer a devolução da
casa. Porém, se o vendedor não conseguisse isso antes de terminar o período
de doze meses, o comprador teria um título legítimo da casa. A lei dizia:
"Enquanto a casa, que estiver na cidade que tem muro, ficará em perpetuidade
(para sempre) ao que a comprou, pelas suas gerações".

Por quanto tempo o título valia? Obviamente, enquanto o comprador
conservasse a propriedade. Não havia lei que o proibia de vendê-la a outra
pessoa interessada. E ele continuaria sendo o proprietário da se ela fosse
queimada ou destruída? Continuaria sendo sua depois que ele morresse? Aquela
lei foi emitida cerca de 1.400 anos antes de cristo nascer. Ainda estão de
pé tais casas das antigas cidades muradas?

O significado de "em perpetuidade" neste caso é que o comprador teria um
título da casa válido para si mesmo e para seus herdeiros por todo tempo
enquanto desejassem conservar a propriedade.

7o Exemplo:

"O SENHOR, Deus de Israel, me escolheu de toda a casa de meu pai,
para que eternamente fosse eu rei sobre Israel; porque a Judá escolheu por
príncipe e a casa de meu pai, na casa de Judá; e entre os filhos de meu pai
se agradou de mim, para me fazer rei sobre todo o Israel". (I Crônicas 28:4
RA).

A Bíblia diz que Davi seria rei de Israel eternamente (para sempre). A mesma
escritura Sagrada diz que Davi morreu e que reinou sobre Israel 40 anos. (I
Reis 2:10 e 11; I Crônicas 29:27 e 28). Paulo também disse que Davi
"adormeceu" (Atos 13:36).

O termo "eternamente" ou "para sempre" neste verso simplesmente refere-se a
um período de 40 anos, tempo em que Davi reinou.

Conclusão:

Havendo considerado cuidadosamente essas passagens, podemos concluir que o
termo "para sempre" ou "eternamente", conforme empregado na Bíblia, pode
significar tanto um longo como um curto período de tempo. A duração do tempo
envolvido vai depender da natureza da pessoa ou coisa que a expressão é
aplicada.

Quando lemos a respeito de Deus, que "sua misericórdia dura para sempre"
(Salmo 106:1; 107:1), significa que enquanto Deus existir, a sua
misericórdia continuará a existir. Porque Ele é eterno em sua natureza, seus
atributos também são eternos. Sendo assim, a palavra aionios tem o sentido
de eternidade.

Quando, porém o adjetivo aionios (para sempre, eterno, etc.) é aplicado a
coisas deste mundo, e expressão pode significar apenas o tempo que elas
duram.

"Porque no dia da ressurreição serão concedidas aos justos a vida eterna e
natureza imortal, muitas coisas ditas acerca de sua existência futura como
duradouras "para sempre", significam pela eternidade, porque a expressão
"para sempre" significa o tempo que a coisa pode existir.

Por isso, muitos eruditos Bíblicos dão ás palavras originais em hebraico e
grego traduzidas como "para sempre" um significado mais preciso e correto,
que é idade duradoura".

* Apocalipse 14:11

"A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm
descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua
imagem e quem quer que receba a marca do seu nome". (Apocalipse 14:11 RA).

Esta passagem é muito semelhante á de Apocalipse 20:10. A explicação
anterior aplica-se a este texto também, mas vou dar outro exemplo Bíblico do
que significa a expressão "a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos
séculos".

"Os ribeiros de Edom se transformarão em piche, e o seu pó, em
enxofre; a sua terra se tornará em piche ardente. Nem de noite nem de dia se
apagará; subirá para sempre a sua fumaça; de geração em geração será
assolada, e para todo o sempre ninguém passará por ela". (Isaías 34:9-10
RA).

O texto diz que Edom seria destruída, e que seu fogo não se apagaria nem de
dia e nem de noite, e que "sua fumaça subirá para sempre".

"Onde estão os Edomitas? Já desapareceram a muito tempo e na sua terra o
fumo não está subindo nem queimando e muito menos o piche está ardendo até
hoje (Ezequiel 25:13 e 14)".

Como comentamos antes, o Apocalipse está cheio de linguagem simbólica. Este
livro nos apresenta bestas horríveis, escorpiões, um cordeiro abrindo um
livro, um dragão fazendo guerra contra uma mulher, etc.

O Dragão e a besta que são atirados no lago de fogo são figuras simbólicas;
portanto, a fumaça do tormento subindo pelos séculos dos séculos também é
simbólica. Esta expressão é uma forma poética de falar (usada pela Bíblia)
sobre uma terrível conclusão: a natureza irrevogável do julgamento final.

Algumas Provas Bíblicas De Que Os Ímpios Não serão Atormentados Por Toda a
Eternidade:

* Deuteronômio 32:22;
* I Samuel 28:9;
* Salmo 21:9;
* Salmo 34:21
* Salmo 37:9;
* Salmo 37:10;
* Salmo 37:20;
* Salmo 37:28, 22 e 38;
* Salmo 62:3;
* Salmo 92:7;
* Salmo 92:9;
* Salmo 94:23;
* Salmo 97:3;
* Salmo 104:35;
* Salmo 145; 20;
* Provérbio 2:22;
* Provérbio 22:23;
* Provérbio 29:1;
* Isaías 5:24;
* Isaías 11:4;
* Ezequiel 18:4 e 26;
* Obadias 16;
* Malaquias 4:1;
* Malaquias 4:3
* Lucas 17:27 e 29;
* Romanos 6:23;
* Romanos 8:13;
* I Tessalonicenses 5:3;
* II Tessalonicenses 2:8 e 9;
* Filipenses 3:19;
* Tiago 1:15;
* II Pedro 2:6;
* Apocalipse 20:9;
* Apocalipse 21:8.

Para entender melhor a justiça de Deus no trato com os ímpios, vou
mostrar-lhe uma ilustração.

Digamos que uma pessoa cometeu muitos crimes: matou muitas pessoas, roubou,
estuprou, etc. Ao chegar o dia de seu julgamento, o juiz resolve "absolver"
o culpado. Logicamente isto iria provocar uma revolta enorme na população e
iria incentivar ao crime e certamente acusariam o juiz de um tremendo sem
vergonha.

Agora analisemos de outro ângulo. Suponhamos que o criminoso não seja
absolvido e que o juiz o sentenciou á "tortura eterna", através do fogo,
queimando o assassino a sofrer a dor por toda a sua existência. O que as
pessoas e os meios de informação iriam dizer deste juiz? Que ele é um
"tirano" e homicida.

O mesmo se dá no trato de Deus com o ímpio. Se Deus não puní-los, os seres
de outros mundos e os anjos não terão motivos para respeitar a Deus. Eles
(outros seres) poderiam dizer:

-"se eles pecam á vontade e não são punidos, então eu também posso"!

Se o Senhor punir pessoas a uma "eternidade de sofrimento", os anjos
poderiam argumentar:

-"Seria justo uma pessoa que pecou 70 anos (ou mais, depende do tempo de
vida) ser condenado a uma eternidade de sofrimento?"

Os anjos e outros seres, inclusive nós, iríamos servir a Deus "por medo do
tormento eterno" e não por amor.

Entendeu o problema? O caráter de Deus, que "é amor" (I João 4:8) e
"justiça" (Salmo 71:19) jamais se harmonizaria com uma coisa dessas. Deus
não tem prazer nem na morte do perverso, quanto mais em vê-lo sofrer pela
eternidade! (Leia Ezequiel 18:23 e 32). Deus é bom até para com os ingratos
e maus (Lucas 6:35).

Seríamos felizes no céu, se soubéssemos que algum parente ou filho nosso
está queimando no "fogo do inferno". Não. O céu seria triste se pudéssemos
ouvir ou mesmo saber que algum querido nosso está ardendo em chamas. Como
irias olhar para Deus? Com amor ou medo?

Graças a Deus por a Bíblia não pregar isto!

Um dia Deus irá terminar com o sofrimento. Veja:

"E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá,
já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas
passaram". (Apocalipse 21:4 RA).

Se o "inferno de fogo" durasse para sempre, esta passagem não poderia estar
na Bíblia, pois o luto, o sofrimento, o pranto e a dor não cessariam. O
pecado seria eterno,o que contraria plenamente as Escrituras.

Creia, querido amigo, que Deus não irá condenar ninguém á tortura, pois ao
analisar a Bíblia profundamente, percebemos isto; se o fizer, a visão que
você tem de Deus será mudada, e sua comunhão com ele será melhor e mais
duradoura.

Portanto, Salomão não estava enganado em dizer que "os mortos não sabem
coisa nenhuma"; mas sim, sendo o homem mais sábio que já existiu (I Reis
3:12), se harmonizou com todos os outros escritores Bíblicos, pois a Bíblia
não pode se contradizer por ser criada não pelo homem, mas pelo Espírito
Santo.

O homem a quem Deus disse: "eis que faço segundo as tuas palavras: dou-te
coração sábio e inteligente, de maneira que antes de ti não houve teu igual,
nem depois de ti o haverá" iria ser ignorante num assunto tão importante
como o estado do homem na morte?

Considerações Finais:

A doutrina do inferno eterno não é Bíblica; foi originada na mente do diabo
para denegrir o caráter e a justiça de Deus e aperfeiçoada por filósofos
pagãos.

O que acontece é que este ensinamento entrou nas igrejas sutilmente, devido
á influência destes filósofos no passado e uma errada interpretação de
alguns versos Bíblicos que não foram analisados á luz do "contexto" da
Bíblia (principalmente a parábola do Rico e Lázaro).

O inferno de "tormento" não existe; a Bíblia diz que Deus punirá os ímpios
no futuro e não agora no inferno: "porquanto estabeleceu um dia em que há de
julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou
diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos". (Atos 17:31 RA).

Um pergunta: Se as pessoas que morrem hoje já vão para o céu ou para o
inferno de condenação, por que Deus terá que realizar um juízo final? Afinal
de contas já não estão todos julgados?

No livro de Pedro diz que os anjos maus forma lançados para o Tártaro (lugar
de escuridão). Ora, se fosse o inferno de fogo, como seria escuro?

A palavra inferno, traduzida de suas línguas originais (Sheol, Hades, etc)
simplesmente significa "sepultura".

Neste momento os ímpios estão "dormindo" até "aquele dia em que Deus julgará
a todos", pois a morte não passa de um sono (Jesus disse isto em João
11:11-14 e devemos acreditar nele), onde a pessoa está inconsciente até a
volta de Jesus: Veja:

"Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem
coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz
no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre
não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol... Tudo
quanto te vier à mão para fazer faze-o conforme as tuas forças, porque no
além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem
sabedoria alguma". (Eclesiastes 9:5, 6 e 10 RA).

"Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias;
depois, os que são de Cristo, na sua vinda". (I Coríntios 15:23 RA)

Quando Jesus voltar, ele irá ressuscitar a pessoa; aí sim ela ficará
consciente (João 5:28 e 29; João 6:40). Os justos serão ressuscitados para
irem ao céu (I Tessalonicenses 4:16 e 17, etc) e os maus para serem
destruídos (Malaquias 4:1, etc), pois não aceitaram a Jesus como salvador,
rejeitaram seus ensinamentos e seus convites de amor.

Veja ainda que o verso três de Malaquias 4 (e muitos outros ainda) diz que
"os ímpios se farão em cinzas"; se os maus ficarão em cinzas como serão
atormentados eternamente?

Os textos Bíblicos usados por muitos 'em favor' da existência do inferno não
foram corretamente traduzidos de sua língua original e foram tirados de seu
contexto.

"Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor". (I João 4:8 RA).
Um Deus de amor jamais iria queimar alguém pela eternidade; sua justiça e
misericórdia não permitem isto. Se Ele o fizesse, a dor, o sofrimento, o
luto, não deixariam de existir nunca; as pessoas iriam blasfemar de Deus
eternamente no 'inferno' e assim o pecado seria eterno.

Confie no amor de Deus. Vá a Ele sem temor, pois o Senhor lhe ama e quer
bem. Ele tem muito mais a te oferecer do que um inferno de fogo. Aceite a
Jesus como salvador de sua vida e verás que a cada dia Ele lhe mostrará o
amor do Pai e do Espírito Santo por você, tornando-o (a) uma pessoa mais
feliz e confiante quanto ao futuro.

Um forte abraço,








"Porque não tenho prazer na morte de
ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei". (Ezequiel
18:32 RA).





Igreja Batista Deus Forte
Uma Igreja Forte Para Um Deus Forte